sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ausência - Felícia Ferreira

Esse vazio que esta em mim
Cresce cada vez mais e me consome por inteiro
Criou-se em mim um burraco negro que tudo que esta ao meu redor se consome
arrastando-me sempre pro fundo do poço.
Há escuridão e já não consigo ver nada
Meu coração bate só por bater
esse movimento involuntário me impede de partir
Quero tanto sair daqui mais meus pés estão presos no chão e as minhas mãos acorrentadas
Escrever é meu alívio
por instantes, a falsa libertação da minha alma
Aqui também faz frio estou congelando e ninguém vem me salvar
Ou so eu que estou sentindo?
Essa dor penetra pelas minhas veias suga as minhas energias e vomita cacos desse caos.
Ou eu realmente nem existo.
Essa tradução conduz a culpa que a mim me coube.
Confesso um dia quis mudar mas agora não me resta mais nada
Esgotou toda a vontade que ainda habitava em mim
Agora só quero partir. Partir. Partir.
A morte me acolherá

Nenhum comentário:

Postar um comentário