quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ai a paixão! Como sentir? Como conhecer? O que saber? Quando bati aquele aperto no coração pela falta de alguém eu me nego a acreditar que esta acontecendo. Me nego a aceitar que seja paixão. Eu penso bastante tentando achar respostas para as minhas inúmeras perguntas em uma busca louca e talvez inútil para encontrar explicações racionais.

Ao contrário do que já dizia o sociólogo italiano Francesco Alberoni, que estabeleceu definições e diferenças entre o amor e a paixão, eu não acho que a paixão seja algo maravilhoso ainda mais se for unilateral.

“Paixão é algo maravilhoso, uma fulguração que transforma toda nossa vida. É o advento do extraordinário que nos retira da tranqüilidade da vida cotidiana, na qual os laços afetivos se encontram já consolidados, e nos atira num redemoinho que transfigura a qualidade da vida e da experiência, levando-nos a alterar radical e profundamente as relações com os outros e a postura diante do mundo.”

Ninguém se apaixona do nada apesar de muitas vezes parecer. Para que nos apaixonemos é preciso estar disponível o que não ocorre em qualquer momento da vida. Isso meio que acontecesse depois que ocorre uma ruptura com o passado, que deixamos o que passou para trás, mágoa, frustrações, desilusões e construímos novas questões a nossa vida, buscando novas respostas.

Outra coisa que também se passa quando estamos enamorados... Determinadas datas, lugares, horas são consideradas “sagrados” pela pessoa apaixonada. O que cria um elo de ligação entre um e outro mesmo que uma parte na seja recíproca.

Algo se passa dentro de nos que sempre vemos o ser amado como força vital e imprevisível. E o próprio fato de ser imprevisível que nos faz sentir insegurança em função do medo da perda. E aí vai estar você mais uma vez relembrando momentos que passaram juntos, pensando em maneiras de se encontrar e em coisas que possam rolar.

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