E se seus olhos fitam-se os meus..
Algo dentro de mim se estremeu revindando por algo como se fosse seu. Como saberei eu controlar? E jamais saberei como comportar-me e agora com ela se manifestando de modo imperialista. Pior, achando mesmo que pode ocupar um espaço em que acredita ter direito, mas fui eu que sempre estive aqui, sozinha (será?) e não ela. Eu não saberia explicar como ela veio se alojar dentro de mim. Ou, se ela habitara em mim desde o princípio e só agora vim partilhar de sua existência. De qualquer modo, ela esta aqui (e sempre esteve?) em mim, dentro de mim, e de algum modo os seus desejos se sobrepõe a minha própria razão. Ela não entende que esse corpo é meu e só pode pertencer a mim. Esta tudo ainda muito confuso para eu compreender esse turbilhão de acontecimentos e sentimentos.
A maneira como ela se manifestou revelou uma vulnerabilidade em mim nunca antes sentida. Por ele que mal conheço e que tão pouco sei, mas seu surgimento já me provocara tantos transtornos e sentimentos. Não de mim, isso nunca! Foi ela. Ela que o reconhecera desde o momento em que seus olhos repousaram naquele corpo. Admito eu também o fitei com admiração, eram meus os olhos por qual ela o via. De corpo robusto e viril deixando claro o quão o tempo lhe foi generoso, pois já não era mais tão jovem pra possuir uma beleza singular. No seu rosto carregava a marca de uma cicatriz que mais me lembrava a marca de um ataque veroz de um tubarão, alias, seu físico todo me fazia recordar um desses filmes de ataque tubarão. Ele e ela tão pouco sei acarretará em minha ida a desgraça roubando meu tempo e meus pensamentos.
___Mizu
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