domingo, 4 de agosto de 2013

Pânico no Elevador

Sexta-feira, 2 de agosto de 2013.

Não sei bem como explicar como meros segundos no elevador se tornou um pesadelo. Mas, a verdade é que não me pareceu nada meros segundos e sim, longo e interminável minuto que se estendeu a horas. Terminou o intervalo e os alunos do meu colégio foram se dirigindo ao elevador. Como tinha uma quantidade considerável para subir fomos nos ajustando dentro daquele cubículo para caber todos. Começou ai o início do momento de terror, a porta ia se fechando quando alguém apertou para também subir e o elevador abriu e entrou mais dois alunos. As portas voltaram a se fechar, mas ao chegar na metade voltou a se abrir, alguém tinha acionado para subir, e advinha entrou mais gente naquele lugar apertado.
Eu estava parada na minha, aerea em meus pensamentos o que não é nada fora do comum, mas nesse dia os meus pensamentos estava em torno de - elevador - lugar apertado - muita gente - falta de ar - altura - queda - morte-. Não sei como aconteceu esse momento, sei que foi algo tipo premonição talvez, a cena se passando em minha mente se confundindo com a realidade, um aluno começou a pular dentro do elevador, algumas das meninas gritaram "nããão!" e eu em pânico, anuviada, sendo atacada por uma onda de terror gritei aos berros "nãããããããããããão!!!!".  Eu voltei a mim. Olhei para o lado e vi o menino que estava ali levantando o braço para tampar o ouvido com o dedo, ele deve ter sofrido um bocado com aquele grito estérico. Foi ai que eu comecei a rir e toda sem jeito pedindo desculpas a ele. Não só ele como o pessoal todo do elevador também riram, olhando para mim, rindo, comentando a cena e rindo. As risadas eram mais de mangação do que qualquer outra coisa, ao menos para mim que as ouvia sentir assim. Como se ainda não bastasse, inconscientemente meus olhos se encheram de lágrimas e me vi em um choro calado e nervoso que meu cérebro fez questão de mandar. Foi muito vergonhoso e constrangedor passar por isso, mas eu não tive culpa. Eu realmente entrei em pânico e acreditei que o elevador fosse cair com todos nos lá dentro.
O resto da minha tarde e do meu dia foi sufocante com as idas e vindas daquele momento na minha memória e a vergonha que eu passara. Tudo isso ficou bem estampada na minha cara de desconsolada e atordoada. Como tudo na vida é uma lição, nessa história eu tirei uma: Nunca vá de elevador se pode ir de escadas. Ok que essa é uma lição que só se aplica a mim até porque uma garota com seus 20 e poucos anos que tem pânico no elevador só pode ir de escadas mesmo.

Vou de escada!!!!


__ Felícia Ferreira




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