E se José soubesse pra onde ir?
Ele que não é ninguém
Que diz que rir, mas só chora
E acha que faz versos
Ama, se cala,
Odeia, protesta?
Pra onde iria
se soubesse pra onde ir?
Não tem ninguém,
Você que é anônimo,
Já não pode ver
Já não pode falar
a noite envolveu
o dia se foi,
se foi a alegria,
a saudades,
e nada sobrou,
não sobra nada
só há vazio,
E depois, José?
Você não é nada José.
Se José fosse alguém
iria para algum lugar
encontrar alguém
Se você falasse,
Se você engasgasse,
Se você soubesse,
Se você mentisse,
Se você voasse,
Se você nadasse,
Se você vivesse..
Mas você não vive,
você é fraco, José!
Mas você feito bicho-do-mato
Escondido atras da parede nua
Solto sozinho no escuro
Que foge a largo
Com pretos galopes
Você galopa, José!
José, vai pra longe?
E depois José?
Vai pra onde?
Dedicado a ninguém e ao amigo José,
Felícia Ferreira
(20-03-2015)
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