Corro pela avenida...
quantos bateram-se no cruzamento comingo,
quantos mortos iguais a outros mortos,
quantas faces iguais a outras faces...
Todos passando por muitos
(enquanto eu sou mais uma que passo passado)
e percruto seus movimentos, suas buzinas, seus olhares.
Vejo indo,
Vejo vindo,
gente sorrindo, gente cansada, gente humilde...
me vejo sozinha chorando
e imagino, quanta gente chora o pranto
guardado, escondindo pela vergonha
de chorar pela avenida.
Na avenida passa tudo, passam todos
passa o dia, o barulho, a noite, o silêncio
até os vivos e mortos passam
E seus edifícios, seus postes, seus orelhões
também olham, sondam e testemulham
a tudo e todos que passam
pela avenida.
Olá!
ResponderExcluirObrigada pelo comentário,vim agradecer e conhecer seu blog.Adorei seu poema.
Ah vou ver algo sobre o assunto que vc sugeriu.
Bjus
Bronye